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Sinais e Sabedoria ou Escândalo e Loucura? – Parte 1

Ao escrever aos cristãos de Corinto, o apóstolo Paulo deixou bem claro o seu propósito: “Porque tanto os judeus pedem sinais, como os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, escandâ-lo para os judeus, loucura para os gentios…” (! Co 1.22-23).

O que você prefere? Sinais e sabedoria ou escandâ-lo e loucura? Eu tenho certeza de que a maioria dos cristãos de hoje, se não em palavras, mas certamente com suas atitudes, escolheriam a primeira opção. Afinal de contas, no mundo religioso, manifestar sinais miraculosos e/ou demonstrar sabedoria atrai as pessoas e enchem os templos, o que significa também, que a renda das igrejas aumentam.

Muitas pessoas correm atrás de sinais miraculosos por necessidade. Eles desejam obter a cura para uma doença, a solução para um problema familiar, uma prova de que Deus se importa com elas e está disposto a ajudá-las. A priori, não vejo nada de errado nisso. O problema é que, na visão de Deus, glória e sofrimento andam de mãos dadas, e não é possível ter um sem o outro. Cristo foi glorificado, porém, primeiro, Ele padeceu duramente.

Não é possível, pois, buscar a verdadeira e efetiva manifestação da glória de Deus através de sinais e maravilhas sem abraçar o escandâlo da cruz de Cristo, o escândalo da fraqueza e incapacidade humana, sem abrir mão da própria honra e prazer, sem morrer pra si mesmo.

Lembremos que muitas pessoas viram e foram objetivamente beneficiadas com os milagres de Jesus, mas não se tornaram Seus seguidores. É claro, isso não significa que só devemos abençoar as pessoas se elas prometerem se converterem depois. Contudo, devemos estar cientes de que abençoar física, material e emocionalmente as pessoas não é “o” evangelho cristão. Tudo isso é subproduto do evangelho, mas não é o evangelho. A bênção essencial do evangelho é a salvação de nossas almas, não a cura do nosso corpo ou a solução de nossos problemas financeiros!

Hoje em dia nós temos centenas de pessoas indo aos “cultos de milagres” e sendo abençoadas. Porém, muitas delas apenas se convertem à igreja, mas não a Cristo! Eles encontram o “Cristo miraculoso”, mas não o Filho de Deus, o Salvador de seus pecados. De fato, muitas igrejas não pregam mais o Cristo Redentor, apenas um abençoador. A salvação é apenas um cupom que dá à clientela igrejeira a chance de concorrer aos grandes prêmios (milagres) das promoções religiosas do dia.

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